Ando colocando meus miolos em funcionamento extremo. Buscando aquele entendimento existencial que nunca vai chegar. Pelo menos não aqui na terra. Mas venho sentindo uma iluminação que vem mesmo como uma luz, que sem avisar, chega e acende. O lugar comum dos meus pensamentos é abandonado e dou então outro lugar de entendimento de mim para mim. O lugar maduro, o lugar sereno. Livre de julgamentos ou muitos questionamentos. Mas logo a luz se apaga e assim eu volto para o redemoinho de questões mal resolvidas ou entendidas. Porém, se em seguida respirar, vejo que a luz não se apagou de fato. Apenas se afastou. Mas não está no fim do túnel. Está mais próxima do que eu poderia qualquer dia imaginar.
Penso tanto. Penso muito! Penso tudo.
E o avanço dos anos vem chegando bem companheiro. Tem ansiedade. Muita!!! Mas sem desespero. É possível guardar um momento de se encarar e gostar. Gostar do que o tempo já fez. E imaginar o que o próximo tempo me dirá. Tenho medo. Mas um medo aventureiro. De quem sabe e gosta de estar vivo.
sábado, 15 de março de 2014
terça-feira, 4 de março de 2014
.Carnal.
No carnaval abrimos sem medo todas as portas de nossas hipocrisias do dia a dia. É o estágio anual de infinitas possibilidades. Onde se permitem seios de fora, bundas à mostra, e uma felicidade que não pede licença e nem é culpada por ser sentida. Onde se pode usar várias máscaras e não ser interpretado como duas caras. É poder ser mulher, se é um homem e ser homem se é mulher. E não apanhar por isso na próxima esquina. Tudo é permitido. Filhos são feitos, casamentos desfeitos, amigos reencontrados num corpo mergulhado em manguaça e sorriso alargado. Vestimos nosso melhor rabo de pavão e balançamos por aí sem receio de ter o corpo violado. Pode olhar. É para olhar. Mas só toque se eu deixar. E quando as cinzas de uma nova quarta vier enterrar o Erê que sempre acorda em meados de todo fevereiro, vamos voltar a nossa rotina responsável e melancólica. Mergulhados em ressacas. Sejam elas físicas ou morais. Estão alí. E vão nos acompanhar até a próxima estação carnal chegar. Até a próxima fatia comemorativa. E isso tudo só por que nos esquecemos que podemos ser felizes todos os dias.
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