sábado, 29 de janeiro de 2011

.Meu amor virou uma borboleta.


Aquela casca que se rompe

dura, natural, deixando-se nua

sem ajuda ganha força

resistência dos dois lados

mas alguma hora a casca se fura

é furada

ferida

descascada

a casca

alguns já voaram muitas vezes

E para outra nova casca retornaram

e mais uma vez vazaram seu frágil corpo de contra a pele

mas a pele não precisa tornar-se dura ao longo

ao longo do caminho

ao longo do Vôo

ao redor pode ser leve

e ele sabe que é

minha infanta lesma alma aprende com suas cores

esbarrando no infinito rodopio do vento

da saia que emoldura as pernas do dia

das mãos que tocam

sua menina quase escorregadia

e apaixonada por essa sua vida

de borboleta.

Meu amor!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

.A nuvem que queria ser lua.

Andava dentro do meu metal retangular
com as retinas distraídas no azul
no meio do azul anil um pedaço de algodão se confundiu.
Pensou ser lua.
Queria ser lua.
Estava alí
no seu canto infinito
com discreto tamanho
como se minguante fosse.
Disse estar alí.
E somente alí.
Naquele dia quase fogo
naquele estado ambíguo
quase fingido.
Crua.
Uma nuvem querendo ser lua.