Naquele momento o presente eterniza
velhas histórias ficam paralisadas
imagens todas se fazem na mente
o mundo pára mas você roda
aquece, endurece e amolece.
A felicidade tá toda alí
o gozo tá todo alí
um minuto de vida
uns segundos de delírio...
Os ditados são esquecidos
os amores confundidos
O tempo resumido.
Seria bom fazer de cada segundo da vida
o sagrado momento do gozo!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
.4.
Você me deixou entrar
Me permitiu, se permitiu
Entrei.
Era sonho.
Hoje real.
Minha verdade
meu encontro
minha saudade.
Meu desejo
minha alegria
minha vontade!
4, 40, 50...
eternidade.
Meu amor!
terça-feira, 25 de outubro de 2011
.No banco de trás.
Com suas quatro rodas
é possível levar um pouco do pedaço da sua vida.
Restos de rotina
material para a rotina
pessoas dessa rotina
pessoas fora de toda rotina.
Pedaços de bagagem
rostos com personalidades.
Cochichos, sussurros
velhos, moços
histórias...
E suas bagagens
Indo e vindo
de pedaço em pedaço
Recortando pedaços de ruas
formando retalhos.
Sentam-se os mundos
Indo contigo
por pedaços de mundos
no meio de rotinas, bagagens, histórias e retalhos...
Carona pede o mundo
no banco de trás.
domingo, 31 de julho de 2011
.Voesia.
Hoje acordei com vontade de poesia
Com vontade de Paulo Mendes Campos
Com vontade de Drummond
Com vontade de Chico
Com vontade da brisa.
Acordei lenta
sono lenta.
Acordei pequena
Calcando a grandeza dos segundos do dia
pensando em novamente adormecer
depois de tempos
embriagada nos vícios
na alegria dos amigos
no cansaço da labuta
na cama
ao lado de amor meu.
Levantei lenta
quase pronta para a preguiça
Mas acordei viva
pronta para a vida.
Descansada do ontem
querendo o hoje.
E isso basta!
segunda-feira, 25 de julho de 2011
.Para nóia nóica.
Vai.
Assim fácil.
Levando
levando
senso
coragem
indo, quase foi
Retorna.
Avalia.
Calcula os estragos
tropeça aculá
Segue.
Vá.
Mesmo.
E não volte!
Noe...
quarta-feira, 29 de junho de 2011
.On.Off.

Queria um botão de desligar.
Deve ser gostoso apertar um botão no próprio corpo.
Tlec, tlec
e ficar assim por um bom tempo...
...Desligado!
sem qualquer conexão.
Sem nenhum elemento.
O nada mesmo.
Mas nada mesmo.
E aí, em um belo momento...
Quando quisesse
fazer, conversar, sentir
retornar
Seria só um
tlec, tlec.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
.Intestino.
Entranhas...
profundidade...
voltas...
minhocas...
cavidades...
apertos...
alívios...
poder...
colocar...
pra fora...
o que não nos serve...
o lixo...
orgânico...
virando...
adubo...
para...
esgoto.
Queria ser tão eficiente na vida quanto o meu intestino é comigo!
sexta-feira, 20 de maio de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
.Centro 2.
Depois de um tempo se vê um belo galo se exibindo no meio da rua sobre um toco de tronco que um dia foi verde. Se vê a senhora em sua cama que dá para a janela com seus muitos dogs ao redor. Ela os coça, acaricia e dorme com eles. Com luz de dia. O miserável, querendo sustentar seu vício saca de seus nenhuns pertences, um saco velho cheio de bitucas bem bitucas de cigarros. Acende uma a uma. Fuma. Há lobo mau nas ruas. Com sua língua lambida e olho para ver melhor. O Centro continua Centro. Sendo cada vez mais Centro. E eu constatando que não sou boa... Sou louca!
terça-feira, 29 de março de 2011
.Centro.
Desvia de barata de merda de cavalo de cuspe de homem de lixo do coletivo desvia de gota de ar condicionado de peão falando mole de olhares gulosos da bicicleta na contramão desvia do cachorro vagabundo de merda de cachorro de merda de gente desvia do outro Fica na boemia no samba na cevada na simpatia do outro fica na sombra achada de graça no ponto de partida e subida para sentar e se deslocar do centro urbano desviando sobre rodas todo o cimento toda a merda todo o lixo todo cuspe caindo na rotina dos olhos e se esquecendo que nas entrelinhas de prédios e miséria permanece o paraíso.
sexta-feira, 4 de março de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
.Levantei por causa do sangue.
tava lá
saindo
escorrendo
indo
esvaindo
caindo
pingando
jorrando
manchando
vazando
passando
acabando
esbranquiçando
antes que ficasse
Levantei.
saindo
escorrendo
indo
esvaindo
caindo
pingando
jorrando
manchando
vazando
passando
acabando
esbranquiçando
antes que ficasse
Levantei.
sábado, 29 de janeiro de 2011
.Meu amor virou uma borboleta.

Aquela casca que se rompe
dura, natural, deixando-se nua
sem ajuda ganha força
resistência dos dois lados
mas alguma hora a casca se fura
é furada
ferida
descascada
a casca
alguns já voaram muitas vezes
E para outra nova casca retornaram
e mais uma vez vazaram seu frágil corpo de contra a pele
mas a pele não precisa tornar-se dura ao longo
ao longo do caminho
ao longo do Vôo
ao redor pode ser leve
e ele sabe que é
minha infanta lesma alma aprende com suas cores
esbarrando no infinito rodopio do vento
da saia que emoldura as pernas do dia
das mãos que tocam
sua menina quase escorregadia
e apaixonada por essa sua vida
de borboleta.
Meu amor!
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
.A nuvem que queria ser lua.
Andava dentro do meu metal retangular
com as retinas distraídas no azul
no meio do azul anil um pedaço de algodão se confundiu.
Pensou ser lua.
Queria ser lua.
Estava alí
no seu canto infinito
com discreto tamanho
como se minguante fosse.
Disse estar alí.
E somente alí.
Naquele dia quase fogo
naquele estado ambíguo
quase fingido.
Crua.
Uma nuvem querendo ser lua.
com as retinas distraídas no azul
no meio do azul anil um pedaço de algodão se confundiu.
Pensou ser lua.
Queria ser lua.
Estava alí
no seu canto infinito
com discreto tamanho
como se minguante fosse.
Disse estar alí.
E somente alí.
Naquele dia quase fogo
naquele estado ambíguo
quase fingido.
Crua.
Uma nuvem querendo ser lua.
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