segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

.Último 2009.


Nesses últimos dias de 2009 eu vi um filme no qual a protagonista dizia que sua mãe vivia como se estivesse dentro de um filme. Seu próprio filme. E eu, quando era criança também brincava e crescia dentro do meu filme. Hoje, eu sei que a vida pode ser muito mais real do que a gente pensa.

Pensar... como eu faço isso. Acabo me perdendo dentro de mim mesma. Ás vezes não acho o caminho de volta. Então, recomeço. Rebubino a memória, invento histórias. Ando tendo a sorte de pensar em frente ao mar a cada novo ano que se anuncia. E a cada janeiro faço o balanço da minha vida. 

O que esperar? Descobri assim como muitos também já descobriram, que o segredo é não esperar nada. É preciso fazer o mais difícil: Realmente viver UM DIA DE CADA VEZ! Bem, com toda a ansiedade que vive em mim fica mais custoso ainda. Assim se evolui. Esse ano que vai acabando me deu o maior presente que alguém pode ter: A certeza de ter o singelo carinho da minha família e dos meus amigos! E a esperança do dia seguinte. Obrigada!

FELIZ NOVO ANO! FELIZ!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

.Transição.


Esse foi um ano de transição. E ainda está sendo.

Antes eu dizia que era difícil, um ano difícil. Mas um amigo querido mudou o termo. E assim que eu vou me lembrar dele. Do ano. Desse ano. Um ano de transição e muito, muito aprendizado. Afinal, a beleza do sentimento está nisso né?! Nas lágrimas. E quantas foram. Mas muitas risadas também. E o principal eu tive, não posso me queixar... O AMOR! Então, contabilizando um 2009, fazendo a tal retrospectiva eu concluo que na verdade sou muita sortuda! E agradeço por isso!Mesmo que certas vezes, pareço não perceber minha felicidade. Ela está aqui, todos os dias. Em cada um deles. Quero plantar em mim a serenidade. E dividir com os outros.

Essa será minha próxima meta. Projeto 2010. Meu Deus, como a nossa vida passa rápido!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

.O paladar, as horas e as cores.

Tenho sonhado com águas

Salgadas.

Lambidas descabidas

coisas molhadas

azul, barro

onda suja

Fragmentos quebrados.

Retalhos reconstruídos.

Descompromissados.

O mundo anda cheio de cores.

Cores vibrantes, cítricas, alucinantes.

O paladar se organiza

Aprecia o amargo

Enjoa o doce

E aproveita cada gole, cada mordida.

Gosto.

Ás vezes ele transita

Se vai em fases

E acaba no vaso.

Indo por água abaixo!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

.Fundo.

Aquelas coisas que estão lá dentro.

estão tão dentro, por entranhas

por tecidos e rios

Estão tão profundamente

Que sente.

Estão lá!

No fundo.

Bem no fundo.

De um tão profundo

Fundo da alma.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

.REVER.

Não é saudosismo
Não pode ser nostalgia...
Um pouco talvez.
Mas o completamente fica pra depois.
Conceitos de si
Conceitos dos outros
Conceitos do mundo
De um mundo próprio.
Um que não cala a voz
Fala o que quer
Entra sem bater
A muito custo vai
Será que volta?
Alguns fantasmas sinceramente não precisam mais voltar.
Rever.
Mas com a maturidade de uma velha tartaruga do mar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

.Um lugar.

Estou lendo livros espíritas, frases de efeito, ouvindo belas músicas, me identificando com personagens de novela, contando histórias para as crianças, amando minha família, participando da educação de minha sobrinha, vivendo um intenso e tranquilo amor, curtindo meus amigos, acreditando no projeto de um desses amigos queridos e fazendo parte dele.

Estou tentando fazer parte da vida. Tentando ser plena. Como merecemos!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

.Lixo.

Estou jogando tudo fora.

Materiais e especiarias

bocas, fogo, couros.

Jogando tudo

Tudo indo e vindo.

Corações, emoções.

Indo em busca...

Voltando para onde não fui

Criando, destruindo.

Estou jogando tudo fora.

O que me resta?

A praticidade.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

.Caiu.

O mundo caiu.

Ele vaga pela escuridão

Encontra luz no caminho

Roda. 

Na ciranda do universo

Grande e sozinho.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

.Sonho.

A menina voava. Em seu sonho, a menina voava.

Passou por cidades, matos, lagos e mares.

Era bom o vento.

Era doce a liberdade.

Mas um dia ela quis descer.

Mas não sabia aterrisar.

Teria que aprender.

Para quem já sabe voar é difícil parar.

Um dia, a menina vai se machucar.

Vai aprender.

Cair e levantar.

E se esquecer as asas...

vai reaprender a voar.

sábado, 11 de julho de 2009

.CORAÇÃO.

-Você achou que eu toquei bem o balde aquele dia?

-Claro que sim, meu amor. Para conseguir a música é preciso coração.
E o seu coração é lindo!

-Nossa amor, que coisa linda você me diz...

domingo, 7 de junho de 2009

.O tempo...


Como um vento

os ponteiros

algumas marcas

histórias

Memórias

Esquecimentos

O tempo

Como asas de borboletas

batendo ao vento.

Indo para algum

espaço

tempo

lugar.

Horas?

As mesmas

Todos os dias.

Mas os dias...

correria de parar

parar para correr

se deixar viver.

Vá para algum

lugar

tempo

espaço.

E registre.

É único.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

.Gosto.

Meu amor

gosta de feira

de chocolate

gosta de sabonete

de teatro

gosta de mim.

E eu

gosto disso!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Mudanças. Por Luíz Fernando Veríssimo


E tudo mudou...


O rouge virou blush

O pó-de-arroz virou pó compacto

O brilho virou gloss

O rímel virou máscara incolor

A lycra virou stretch

Anabela virou plataforma

O corpete virou porta-seios

Que virou sutiã

Que virou lib, que virou silicone


A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento

A escova virou chapinha

'Problemas de moça' viraram TPM

Confete virou MM


A crise de nervos virou stresse

A chita virou viscose

A purpurina virou gliter

A brilhantina virou musse

Os halteres viraram bomba

A ergométrica virou spinning

A tanga virou fio-dental

E o fio dental anti-séptico bucal



Ninguém mais vê...

ping-pong virou babaloo

O a-la-carte virou self-service


A tristeza, depressão

O espaguete, miojo pronto

A paquera virou pegação

A gafieira virou dança de salão


O que era praça virou shopping

A areia virou ringue

A caneta virou teclado

O long play virou CD


A fita de vídeo é DVD

O CD já é MP3

É um filho onde éramos seis

O álbum de fotos agora é mostrado por e-mails


O namoro agora é virtual

A cantada virou torpedo

E do 'não' não se tem medo

O break virou street

O samba, pagode

O carnaval de rua virou Sapucaí

O folclore brasileiro, halloween

O piano agora é teclado, também


O forró de sanfona ficou eletrônico

Fortificante não é mais Biotônico

Bicicleta virou Bis


Polícia e ladrão virou Counter Strike


Folhetins são novelas de TV

Fauna e Flora a desaparecer

Lobato virou Paulo Coelho

Caetano virou um chato


Chico sumiu da FM e TV


Baby se converteu

RPM desapareceu

Elis ressucitou em Maria Rita?

Gal virou fênix

Raul e Renato

Cássia e Cazuza

Lennon e Elvis

Todos anjos

Agora só tocam lira...

A AIDS virou gripe

A bala antes encontrada agora é perdida

A violência esta coisa maldita!


A maconha é calmante


O professor é agora o facilitador

As lições já não importam mais

A guerra superou a paz

E a sociedade ficou incapaz...

...De tudo


Inclusive de notar essas diferanças.


(Luíz Fernando Veríssimo)

domingo, 26 de abril de 2009

Uma árvore no quarto andar.


De um buraco quadrado na parede do quarto sente-se a brisa. O cheiro de água de céu. Cai. Caem gotas nas folhas de uma árvore de raíz lá embaixo e fim na janela de um quarto andar. Parece que a árvore só pertence a quem nesse quarto está. No fundo, sabe que é para todos. E pede em seu íntimo que ninguém, nunca, se sinta no direito de apagar do cenário a árvore do quarto andar.

sábado, 25 de abril de 2009

Palavras.

Ainda bem que existem os livros!
Os eternos e sinceros amores
as frutas doces, suculentas
as gargalhadas mijadas
as sacanagens secretas do pensamento
os lamentos
e então, o alívio.
Ainda bem que existe um mundo inteiro
inteiro para se desesperar
chorar
ter esperanças
e sorrir.
Quando tudo pode desabar
alguém pode te levantar
te enxugar
dizer
você inspira o melhor das pessoas.
E que pessoas!
Ainda bem que existe a palavra!
Ainda bem que existem os livros!

quarta-feira, 22 de abril de 2009

O mar da cidade.

Os dias não estão acontecendo de maneira fácil.

Quando o sol está partindo, querendo ceder seu lugar a lua, o coração se aterra e os olhos se enchem. Mas é também nessa mesma hora que ganho o céu mais bonito de cada dia. Com Seu fogo e sua violeta. E até mesmo seu contorno rosado, bordado por nuvens ralas e infinitas. 

O chão e o teto se confudem. E assim formam a mais bela melancolia e própria beleza. Beleza de cada dia. Porque mesmo com toda a tristeza, ainda há toda essa beleza.

Olhe ao redor.

Respire fundo.

Caminhe.

Pare um instante.

Contemple!

O céu está lá, todos os dias. Tornando-se coroado pelo manto preto. E esperando o novo azul.

terça-feira, 14 de abril de 2009

O mundo digital nunca me atraiu. O que sinto na verdade, é medo! Medo de toda essa tecnologia. De um futuro que se torna cada vez mais próximo. Com suas naves, robôs, compras on-line e cartas virtuais. 

Gosto mais do tempo da vovó. Onde se recebiam cartas de amor com a letra do seu amor impressa no papel pautado. Mas confesso que de alguma maneira, a tela de um computador tem se tornado atraente.

Gosto de escrever! Na verdade, amo escrever. E mais do que nunca, ando com essa necessidade de colocar no papel ou na tela meus sentimentos e idéias. Primeiro foi o e-mail que fiz meio a contra-gosto, por causa do teatro. depois foi um fotolog. Porque adoro fotos. Então, depois de muito tempo, meu amor fez para mim algo que sempre resisti: Um orkut.  E agora, finalmente ou não, me torno uma bloggeira. E tudo isso para que?? Para simplesmente escrever. 

E hoje, eu quero agradecer... Agradecer as pessoas que tenho em minha vida. Família, amigos e pessoas. Pessoas que talvez nunca mais eu veja.Mas que passaram por mim como anjos, simples e bonitos! É certo que nesse caminho doido da vida encontramos meninos borrados e malvados. Eu encontrei .E acho que até o fim de minha linha, encontrarei mais alguns. Seria bom se assim não fosse. Mas creio que assim seja. Então, me resta olhar para os sorrisos que me dão. Descobri que esses são muitos. As pedras do caminho me afetam, claro, me machucam. Mas não me marcam. Não de fato.