terça-feira, 29 de março de 2011

.Centro.

Desvia de barata de merda de cavalo de cuspe de homem de lixo do coletivo desvia de gota de ar condicionado de peão falando mole de olhares gulosos da bicicleta na contramão desvia do cachorro vagabundo de merda de cachorro de merda de gente desvia do outro Fica na boemia no samba na cevada na simpatia do outro fica na sombra achada de graça no ponto de partida e subida para sentar e se deslocar do centro urbano desviando sobre rodas todo o cimento toda a merda todo o lixo todo cuspe caindo na rotina dos olhos e se esquecendo que nas entrelinhas de prédios e miséria permanece o paraíso.

sexta-feira, 4 de março de 2011