quinta-feira, 26 de setembro de 2013

.estudos para a sombra parte 2. Catálogo de personalidades.

Julgamentos! Estamos cercados deles. Quando fazemos e quando sofremos. Sim! Todos nós julgamos e somos julgados. Por desconhecidos e conhecidos. Mesmo até pelos mais intímos. Se por ventura saímos do esperado, do costumeiro aos olhos do outro, somos sumariamente julgados. Atire a primeira pedra quem nunca julgou. Normal! Somos seres humanos. Seres que nunca são alguma coisa. E sim, estão alguma coisa. Seres acompanhados de suas sombras, suas dúvidas, seus acertos e deslizes. Vivemos a vida com inúmeras possibilidades, caminhos diversos e muitos atalhos. E em alguma esquina, em alguma sombra de árvore, nosso lobo interior estará lá. Ás vezes adormecido, outras vezes faminto! Você vai comer o cordeiro e agüentar as consequências de barriga cheia? Pode ser que sim como pode ser que não. Em meu intimo, o processo de evolução mora dentro do autoconhecimento. Quanto mais nos julgarmos capazes de realizar algo que tanto negamos fazer, vamos conseguir estancar um impulso animal que surge em situações limites. Nos momentos de cegueira e surdez. Quando só ouvimos nossa sombra sem ponderar seus conselhos. Estamos aqui, nessa constante troca de energia. Sirva-se! E faça sua crítica!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

.Estudos para a sombra parte 1. Feira das vaidades.

Cada um de nós carrega dentro de si um claro céu e um misterioso breu.
E nos cabe o papel de reconhecer o lado escuro de nosso caráter, de nossa personalidade para seguir em frente no caminho que julgamos ser o mais acertado. Não é nada simples. Somos hipócritas. Demoramos na admissão de nossas falhas. Não temos a real dimensão do que somos capazes de fazer em um momento limite ou mesmo em um simples momento de cólera. O mundo nos exige beleza, bom-humor, competência, perfeição. Mas esse relógio louco de mundo moderno esquece que somos feitos de carne, água, de pele e osso. Somos seres humanos em constante e infinita evolução. Ou seja, podemos errar, podemos sentir inveja, ciúmes... Somos seres egóicos. Queremos no fim de tudo, apenas a aceitação e o amor dos que nos cercam. Queremos sucesso, glória, sombra e água fresca. Queremos o reconhecimento de nosso trabalho, de nosso amor. Mas o tempo é volátil. E serve a cada um de nós de formas diferentes. E muitas vezes nos perdemos em neuroses e sofrimentos. Absolutamente normal! Então, sentir INVEJA  é normal. Agora o resultado que sai dese sentimento vem da sabedoria em reconhecer que sua sombra está falando mais alto. Essa sombra, essa escuridão particular faz parte de mim, de você. E o que você faz com ela? Eu geralmente reconheço, entro em contato com meu ego sofrido. Mas com essa consciência, me estabilizo e corro para a minha luz. Viro o foco para as boas ondas de energia. Nem sempre há sucesso! Nosso gênio, Nelson Rodrigues, desenhava em seus personagens todos os gráficos de uma alma humana. E escancarava cada linha na cara da sociedade. Uma sociedade que mudou muito desde então. Mas aparentemente apenas. Porque os desejos mais primários fazem e sempre farão parte de nós! Seja você um homem das cavernas ou o homem que pisa em Marte. Tanto faz sua localização geográfica. Somos feitos de tropeços e concertos. Somos todos em nossa forma mais clichê: Farinha do mesmo saco!