sábado, 30 de junho de 2012

.tempos de pamonha.

Autorizo apenas a pamonha. Cigarras, cocas, pílulas e bebidas estão proibidas! Aquele que ousar desses escuros se esbaldar Em aço listrado há de ficar por longos e delicados tempos Encarcerado, enclausurado. Com o resto de sombra que ainda partilham de dias antigos. Passado o tempo de colheita prescrita Volto, proíbo a pamonha. Dias irão se fazer de racionalidades E apenas os vícios de cada idade serão alimentados Cultivados a beira da loucura de ser humano. E loucos são aqueles que lutam corpo a corpo com o louco lá de cima Esticando anseios, erros colecionando, humanos priorizando espaços de tempo. E foi tempo perdido? Somos tão jovens, tão jovens Pra sempre! Com empréstimos de palavras-pensamentos de Hilda Hilst e Renato Russo.

domingo, 24 de junho de 2012

.lustre de nuvem.

Livre pra pensar. Quente por iluminar Fresco de olhar. No fundo do mundo Na paisagem congelada De um foco entre algodão. Grandes, robustos de veludo branco. Sendo azul o seu céu. De azul tão claro como a mente. Quando sereno estiver Somente o momento.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

.neurosinceridade.

Conduzindo o tempo conduzindo os dias conduzindo a vida Conduzindo os anos conduzindo estalos conduzindo espaços Conduzindo a ânsia conduzindo o zumbido conduzindo o esquecido Conduzindo o inferno conduzindo o astral conduzindo o carnal Conduzindo a angustia conduzindo os apelos conduzindo os beijos Conduzindo as letras conduzindo a euforia conduzindo os dias Conduzindo a loucura conduzindo o passado conduzindo os passos Conduzindo os ninhos conduzindo a música conduzindo a sua luta. Tempo dias vida anos estalos espaços ânsia zumbido esquecido inferno astral carnal angustia apelos beijos letras euforia dias loucura passado passos ninhos música luta. Tudo de um pouco de muito pouco do tudo disso tudo! Pura neurosinceridade.