Cada um de nós carrega dentro de si um claro céu e um misterioso breu.
E nos cabe o papel de reconhecer o lado escuro de nosso caráter, de nossa personalidade para seguir em frente no caminho que julgamos ser o mais acertado. Não é nada simples. Somos hipócritas. Demoramos na admissão de nossas falhas. Não temos a real dimensão do que somos capazes de fazer em um momento limite ou mesmo em um simples momento de cólera. O mundo nos exige beleza, bom-humor, competência, perfeição. Mas esse relógio louco de mundo moderno esquece que somos feitos de carne, água, de pele e osso. Somos seres humanos em constante e infinita evolução. Ou seja, podemos errar, podemos sentir inveja, ciúmes... Somos seres egóicos. Queremos no fim de tudo, apenas a aceitação e o amor dos que nos cercam. Queremos sucesso, glória, sombra e água fresca. Queremos o reconhecimento de nosso trabalho, de nosso amor. Mas o tempo é volátil. E serve a cada um de nós de formas diferentes. E muitas vezes nos perdemos em neuroses e sofrimentos. Absolutamente normal! Então, sentir INVEJA é normal. Agora o resultado que sai dese sentimento vem da sabedoria em reconhecer que sua sombra está falando mais alto. Essa sombra, essa escuridão particular faz parte de mim, de você. E o que você faz com ela? Eu geralmente reconheço, entro em contato com meu ego sofrido. Mas com essa consciência, me estabilizo e corro para a minha luz. Viro o foco para as boas ondas de energia. Nem sempre há sucesso! Nosso gênio, Nelson Rodrigues, desenhava em seus personagens todos os gráficos de uma alma humana. E escancarava cada linha na cara da sociedade. Uma sociedade que mudou muito desde então. Mas aparentemente apenas. Porque os desejos mais primários fazem e sempre farão parte de nós! Seja você um homem das cavernas ou o homem que pisa em Marte. Tanto faz sua localização geográfica. Somos feitos de tropeços e concertos. Somos todos em nossa forma mais clichê: Farinha do mesmo saco!
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